Há um muro de concreto entre nossos lábios
À base dum espaço-tempo impossível
Produto da união de nossas mentes
Com o desencontro desses corpos
Distância impenetrável, inimiga
Da minha vontade insaciável
De me naufragar no mar dos seus cabelos,
Encontrando refúgio no âmago dos seus pensamentos
Mas agora uma ruína me assombra,
Arquitetando minha queda livre
Num abismo cheio de medo
Da falta que você já me faz
Nesse rumo desorientado, sigo
De olhos vendados me guio pela luz
Contida na esperança de ter pulso forte
Para destruir o muro de concreto
entre nossos lábios
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