O vento vem assoviando pelo vão estreito do espaço que sobrou
E a cortina dança suave ao som do sopro soturno,
Vítima serena da chuva volátil que vai e vem sem sentido certo
Vivenciando silenciosa as evidencias dessa solidão
Escorre o chiado pelo assoalho da varanda
Alívio charmoso ao arder das chamas
Na minha observadora xícara de chá
Sofredora duma saudade nostálgica
Do paciente sono que não chama mais
Sem avisar chega ela, escuridão
Chamego violento, sempre vitorioso,
Sem brechas, nem chance, só um Vinícius sibila
De conchavo com a volúpia insistente dos meus pensamentos
Sempre voltando aos seus cabelos vistosos
Sonhando naquela agradável semana de verão
Que não temos mais chance de somar
Ao dicionário escaço de nossas poucas lembranças ~
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