A vontade de te conhecer, te beijar, te dar prazer
São um arranhão na superfície do que realmente quero ter de você.
Me deixa te ver despida das suas aparências
Pra tocar seus medos e desejos mais cobertos
E sentir sua mente nua
Nem que seja só por hoje,
Deixa um pedaço de você
Digno de ser guardado
Na estante das minhas preciosas memórias de amor
terça-feira, 1 de maio de 2018
terça-feira, 20 de março de 2018
Despaciência Ardente
As pontas do seu sorriso perfuraram este coração velho,
Dele agora escorre um desejo implacável
De fazer um só de nós
Pra aliviar essa vontade de te experimentar
Preciso do peso do seu rosto no meu abraço;
Acalma minha alma e ferve meu corpo
Cada segundo são horas desperdiçadas
Enquanto não conseguimos nos transformar
No nó cego que nossa carne implora
Dele agora escorre um desejo implacável
De fazer um só de nós
Pra aliviar essa vontade de te experimentar
Preciso do peso do seu rosto no meu abraço;
Acalma minha alma e ferve meu corpo
Cada segundo são horas desperdiçadas
Enquanto não conseguimos nos transformar
No nó cego que nossa carne implora
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Presente
A força implacável do tempo não espera os arrependimentos se esgotarem
Nossa beleza perecerá e, depois, nós mesmos
O futuro é tão imortal quanto inalcançável
E a insignificância de toda nossa dor não passa de um esquecimento no inabalável infinito de tudo que já existiu e existirá
Nos resta, porém, o maior presente: nosso agora
Nossa beleza perecerá e, depois, nós mesmos
O futuro é tão imortal quanto inalcançável
E a insignificância de toda nossa dor não passa de um esquecimento no inabalável infinito de tudo que já existiu e existirá
Nos resta, porém, o maior presente: nosso agora
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
A parte não é nada e é tudo
Nessa viagem sem destino, nos apegamos às pequenas luzes no caminho. Fragmentos de vontade de viver envoltos num imponente vazio.
Afinal, talvez seja o silêncio que dá força à rizada; a escuridão que sirva como holofote ao brilho nos olhos; a dormência que intensifica o toque.
Cabe aos humanos serem sujeitos desse desequilíbrio. Alguns inventam propósito, outros seguem cambaleando, todos morrem.
O tempo de cada um, a dicotomia final: bênção ou maldição? Provavelmente ambos, já que cada tempo é uma fração de tempo para sempre e nunca.
A confusão é culpa nossa. Que, dividindo e etiquetando o passar dos instantes, inventamos os relógios em nossa sede de entendimento, mas servem para nos distrair da realidade natural da existência.
Classificando, separando, fracionando. A realidade simplesmente é, não está preocupada em ser boa ou ruim. Obviamente, nem se preocupa de forma alguma.
Silêncio e riso, escuridão e brilho, dormência e toque. Nem partes nem inteiros, simplesmente o todo.
Afinal, talvez seja o silêncio que dá força à rizada; a escuridão que sirva como holofote ao brilho nos olhos; a dormência que intensifica o toque.
Cabe aos humanos serem sujeitos desse desequilíbrio. Alguns inventam propósito, outros seguem cambaleando, todos morrem.
O tempo de cada um, a dicotomia final: bênção ou maldição? Provavelmente ambos, já que cada tempo é uma fração de tempo para sempre e nunca.
A confusão é culpa nossa. Que, dividindo e etiquetando o passar dos instantes, inventamos os relógios em nossa sede de entendimento, mas servem para nos distrair da realidade natural da existência.
Classificando, separando, fracionando. A realidade simplesmente é, não está preocupada em ser boa ou ruim. Obviamente, nem se preocupa de forma alguma.
Silêncio e riso, escuridão e brilho, dormência e toque. Nem partes nem inteiros, simplesmente o todo.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Sexos Dispostos
Cada corpo é uma relíquia.
Cada cicatriz é um capítulo da história que conta a humanidade de cada ser. Como um vaso antigo, já desgasdato ali, quebrado aqui.
Cada rachadura é um privilégio ao meu toque. Como remendos feitos com ouro, valorizam a sabedoria que uma dor somou.
Cada parte faltando é uma chance de encaixar algo meu. Afinal, sou eu, vaso de retalhos. Sobrevivendo pela vontade de trocar pedaços. Perdendo e ganhando com cada ser humano que com amor de qualquer espécie me acaricia.
Cada corpo é perfeito em seu caos e suas curvas. Combinação sem padrão. É beleza que só existe uma vez. Essa é a exclusividade de cada brilho na constelação dos meus olhos. Atraídos como mariposas ao fogo do meu tato, voando direto para o abismo extasiante de cada lábio.
Cada história é um corpo que dança em minha memória turva naqueles sonhos confusos de paralisia excitante.
Cada suspiro é uma vitória da paixão lenta dessa cama. Que nem todos deitam, pois felicidade é uma escassez inconstante no mundo de sono eterno da falta de dormir. Alias, pobre daquele que repudia, sempre iconciente, as marcas do tempo nos pilares da vida alheia ao seu desejo.
Cada verso é um fragmento de razão, às vezes certeiro, mas provavelmente confuso, como é de se esperar quando se está vagando no deserto das próprias lembranças de cada corpo.
Cada corpo.
Cada cicatriz é um capítulo da história que conta a humanidade de cada ser. Como um vaso antigo, já desgasdato ali, quebrado aqui.
Cada rachadura é um privilégio ao meu toque. Como remendos feitos com ouro, valorizam a sabedoria que uma dor somou.
Cada parte faltando é uma chance de encaixar algo meu. Afinal, sou eu, vaso de retalhos. Sobrevivendo pela vontade de trocar pedaços. Perdendo e ganhando com cada ser humano que com amor de qualquer espécie me acaricia.
Cada corpo é perfeito em seu caos e suas curvas. Combinação sem padrão. É beleza que só existe uma vez. Essa é a exclusividade de cada brilho na constelação dos meus olhos. Atraídos como mariposas ao fogo do meu tato, voando direto para o abismo extasiante de cada lábio.
Cada história é um corpo que dança em minha memória turva naqueles sonhos confusos de paralisia excitante.
Cada suspiro é uma vitória da paixão lenta dessa cama. Que nem todos deitam, pois felicidade é uma escassez inconstante no mundo de sono eterno da falta de dormir. Alias, pobre daquele que repudia, sempre iconciente, as marcas do tempo nos pilares da vida alheia ao seu desejo.
Cada verso é um fragmento de razão, às vezes certeiro, mas provavelmente confuso, como é de se esperar quando se está vagando no deserto das próprias lembranças de cada corpo.
Cada corpo.
Assinar:
Postagens (Atom)