sábado, 26 de outubro de 2013

Descargo brevemente aleatório

Once again I find myself fighting against the time I have left . . . . and I am deliberately losing . . . .

  ~

Alguns momentos da vida você se encontra perdido entre o mundarel de coisas que você podia estar fazendo mas não está afim. Então você percebe que todas as coisas que você sempre gostou, tudo aquilo que adorava ter, comer, fazer, escutar, ler, beber, comprar, já não te apetecem tanto ou talvez nem façam mais seu gosto. Daí você se pergunta "Do que é que eu gosto, agora?" . . . . .

.

Nesses momentos sobra a escrita, descarregando o peso do nada que a vida pode ser.

.

Em meio ao caos dessa realidade abandonada, onde se busca o que amar? As pessoas daqui não confiam umas nas outras, não se apaixonam, não conversam, não cooperam, não criam nada juntas, só tem medo, medo e preconceito. A cidade delas não tem lei, não tem beleza nem utilidade, é só o lugar onde não se é: não se é o que se sonha, se é para ir vivendo e só. O que eu quero dizer é que Brasília está alem de toda esperança enquanto quem aqui vive não se conhecer, conhecer a cidade além do trabalho, do estudo, do shopping e da solidão.

Quantos bons dias não desejamos ao nosso egoismo e nunca pra alguém que precise mais? Cidade medonha sem empatia, sem boa noite, boa tarde, bom dia. Espantou qualquer lembrança de simpatia sincera e quente, pra deixar qualquer outro sentimento oportunista chegar sem pedir licença. Quem veio foi a arrogância, fria como a nevasca da solidão, só aproximou as pessoas de seus próprios interesses e medos e limitações. Agora o que se faz é para não ser o pior, para não ser o próximo tipo de gente que só merece a pena e o preconceito de nós mesmos.

Assim se passa a vida desprezível, cujo ciclo é a cansativa espera pelo fim de semana que nada se faz alem de dormir, comer e ser mais um otário.

Nenhum comentário: