Nessa viagem sem destino, nos apegamos às pequenas luzes no caminho. Fragmentos de vontade de viver envoltos num imponente vazio.
Afinal, talvez seja o silêncio que dá força à rizada; a escuridão que sirva como holofote ao brilho nos olhos; a dormência que intensifica o toque.
Cabe aos humanos serem sujeitos desse desequilíbrio. Alguns inventam propósito, outros seguem cambaleando, todos morrem.
O tempo de cada um, a dicotomia final: bênção ou maldição? Provavelmente ambos, já que cada tempo é uma fração de tempo para sempre e nunca.
A confusão é culpa nossa. Que, dividindo e etiquetando o passar dos instantes, inventamos os relógios em nossa sede de entendimento, mas servem para nos distrair da realidade natural da existência.
Classificando, separando, fracionando. A realidade simplesmente é, não está preocupada em ser boa ou ruim. Obviamente, nem se preocupa de forma alguma.
Silêncio e riso, escuridão e brilho, dormência e toque. Nem partes nem inteiros, simplesmente o todo.
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